É DIA MUNDIAL DA SAÚDE!

Ontem, domingo, dia 7 de abril, por iniciativa da OMS – Organização Mundial da Saúde assinala-se desde 1948 e em todo o mundo, o Dia Mundial da Saúde. O seu objetivo geral é que os cidadãos tomem consciência sobre a importância da saúde nas suas vidas e no dia-a-dia; e alertar a população mundial sobre os principais problemas que a afetam.

Este ano, a OMS – Organização Mundial da Saúde sensibiliza no sentido da melhoria dos índices de sobrevivência. A hipertensão sem tratamento pode aumentar o risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência renal. Pode ainda causar cegueira, arritmia ou paragem cardíaca.

Tomar refeições com pouco sal, adotar hábitos equilibrados de alimentação, evitar excesso de álcool e de tabaco, praticar atividade física de forma regular e manter um peso saudável, são algumas medidas de prevenção que reduzem o risco de hipertensão.

A Federação Nacional de Voluntariado em Saúde comunga dos objetivos e das recomendações da OMS para este Dia e apela à necessidade cada vez mais urgente da adoção de estilos de vida saudável no sentido da da compreensão de que a saúde é um estado de completo bem-estar, biopsicossocial e espiritual, e não apenas a ausência de alguma enfermidade.

É aí, no contributo para o bem-estar global que os voluntários e as Organizações de Voluntariado do Campo de Saúde atuam com solicitude, com gratuidade, e com muito amor, no sentido da promoção da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e do planeta, de modo ativo e comprometido, quais cidadãos dotados de direitos e obrigações, e sobretudo, de muita dignidade.

Federação Nacional de Voluntariado em Saúde
NIPC/NIF 508061164
Rua Mártires da Liberdade, 192, 3.º andar, Sala 32 – Cedofeita – 4050-359 Porto
Telefone – 220 999 897 FAX – 220 400 897 Presidente – Telemóvel: 966 859 736

Às mulheres voluntárias na saúde

Em Portugal e na Europa, estamos a celebrar o Ano Europeu dos Cidadãos. Hoje, 8 de março, no mundo verdadeiramente livre, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres. Porquê, para quê e até quando este dia?

As origens desta celebração, situam-se no início do século XX, em contexto de luta e manifestação de muitas mulheres, com vista à obtenção de melhores condições de trabalho e de vida. A Organização das Nações Unidas adotou-o para que sejam recordadas as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.

Em Portugal e no mundo, o voluntariado, designadamente o que se realiza no campo da saúde, é maioritariamente protagonizado por mulheres. Não raras vezes, com a sua capacidade de aconchego, carinho e amor pelos doentes e outros utentes dos serviços de saúde, são o colo, o ombro ou a mão amiga e coração confidente que acolhe quem muitas vezes se encontra carente ao nível dos afetos, das emoções e espiritualmente.

São muitas e cada vez mais, essas mulheres voluntárias que encontramos em quase todos os hospitais do nosso país, quais anjos amarelos, rosas ou brancos. Para todas elas vai a saudação muito especial da Federação Nacional de Voluntariado em Saúde, neste e em todos os dias.

Estamos em crise. Sim, estamos em situação muito difícil em muitos aspetos da vida, especialmente o económico e financeiro, mas também pessoal, familiar e social. Se crise pode significar apuramento e mudança positiva, também pode ser ocasião propícia ao recurso inadequado e impróprio da colaboração das mulheres voluntárias do nosso país.

Conforme a legislação portuguesa, o voluntariado é uma atividade de ajuda que pessoas prestam a pessoas. É complementar e não substitui os recursos humanos considerados necessários à prossecução das atividades das organizações promotoras, estatutariamente definidas.

Apesar das dificuldades e das contrariedades, que o compromisso cívico e ativo das mulheres voluntárias no campo da saúde, continue a revelar a diferença positiva e qualificada do voluntariado, como a possibilidade mais rica de amar e servir, em contexto de cidadania ativa e solidária.

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Melhores cumprimentos,
 
A Direção

Federação Nacional de Voluntariado em Saúde
NIPC/NIF 508061164
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Mensagem da Confederação Portuguesa do Voluntariado

(6º aniversário da CPV)
A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) assinala, a 19 de Janeiro, o seu sexto aniversário. Continua em desenvolvimento o projecto que várias instituições têm de cooperarem entre si no âmbito do voluntariado, aprendendo mutuamente, mas, sobretudo, advogando a importância do voluntariado na sociedade portuguesa actual, fazendo-o a uma só voz.
O percurso cumprido nestes seis anos foi desafiante a muitos níveis. As organizações membro sabem-no e afirmam que até agora foram cumpridas pequenas etapas. No entanto, é comum o sentimento da necessidade de uma afirmação inequívoca do papel da CPV: representar o voluntariado em Portugal.
2013 é o Ano Europeu dos Cidadãos e, porque celebramos o aniversário da CPV, queremos expressar palavras de incentivo e motivação à sua celebração. A verdade é que não nos podemos deter com as dificuldades. A sociedade portuguesa sempre deu provas da sua solidariedade. Estamos certos de que, através do voluntariado, muitos homens e mulheres dão o seu contributo para amenizar o dia dos que têm mais dificuldades. Esse é o maior valor que emerge da cidadania, porque ser cidadão é ter consciência da existência do outro.
Aproveitamos esta oportunidade para saudar todos os voluntários, neste novo ano, bem como as suas associações, organizações promotoras e todas as entidades que contribuem para dignificar esta nobre expressão de cidadania. Para todos deixamos o mais profundo agradecimento da Confederação Portuguesa do Voluntariado.
A Direcção da CPV
Lisboa, 18 de Janeiro de 2013

cpv

 

Voluntariado, empresas e cidadania

VALÉRIA RICCOMINI Psicóloga, é diretora da Fundação Itaú Social

Desde 2001, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional do Voluntariado, comemorado em 5 de dezembro, com o objetivo de incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo, diversos setores da sociedade passaram a estudar e a estimular essa prática, que contribui há séculos para o desenvolvimento e a consolidação da
cidadania. Um dos objetivos é provocar no voluntário um sentimento de civismo e transformação social.
Dados de estudos recentes demonstram o grande potencial transformador dos voluntários no Brasil e no mundo. Segundo as Nações Unidas, o número de pessoas que realizam atividades voluntárias chega a 140 milhões de pessoas, que mobilizam cerca de US$ 400 bilhões ao ano.
Eles contribuem para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ajudando na redução da pobreza, no fomento à governança democrática, na promoção de políticas ambientais, na prevenção e resposta a crises e na luta contra o aumento de doenças como o HIV/Aids.
Pesquisa realizada pela Rede Brasil Voluntário e Ibope Inteligência, em 2011, mostrou que um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos, cerca de 35 milhões de pessoas, faziam ou já haviam feito trabalho voluntário, e 11% delas, cerca de 15 milhões, exerciam alguma atividade voluntária naquele momento. Desses, 53% eram mulheres e 47% homens, com uma média de idade de 39 anos. O número bastante próximo de homens e mulheres engajados é surpreendente e contraria a percepção geral de que o voluntariado seria uma atividade majoritariamente feminina.
Em relação à motivação, 67% apontam que o fazem para “ser solidário e ajudar os outros”; 32%, para “fazer a diferença e melhorar o mundo”; e 32%, por motivações religiosas. A pesquisa também mostrou que os voluntários são conectados. Do total, 87% dos voluntários têm celular, 64% têm computador, 62% usam a internet e 53% usam as redes sociais. A edição mais recente da pesquisa Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil, lançada recentemente pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial, aponta que 57% das empresas brasileiras fazem algum tipo de trabalho voluntário. De acordo com o levantamento,
a área da educação continua a ser a que mais recebe incentivo. O tema está em 70% das que foram envolvidas no estudo, seguido de ações voltadas à assistência social e à preservação ambiental.

Não se pode negar que o despertar das grandes companhias para o potencial transformador desse tipo de atividade é muito importante para o desenvolvimento dos profissionais. Por seu lado, é essencial que o voluntariado mantenha suas características de espontaneidade e participação cidadã, não sendo, de maneira alguma, resultado de um estímulo impositivo, pois é a geração de valores que a atividade voluntária proporciona que faz a diferença na sociedade. O voluntariado é uma atividade com responsabilidade, direitos e deveres. É um exercício de cidadania.
Atualmente, o trabalho voluntário exige cada vez mais qualificação, o que reforça a necessidade de investimento em formação de pessoas para esse tipo de atividade. Algumas estratégias que já vêm sendo utilizadas por empresas em programas de voluntariado constituem um reforço importante para estimular a adesão, sensibilizar o público interno e reconhecer as ações dos colaboradores. Entre elas, a realização de palestras, eventos para integração e troca de experiências e campanhas de comunicação interna, envolvendo inclusive trainees de grandes corporações.
O aprimoramento da gestão de programas focados especificamente nesse tema também constitui um dos principais desafios dos programas de voluntariado social corporativo. Para isso, é necessário investir na produção de indicadores, o que certamente criará condições mais propícias ao desenvolvimento de programas de capacitação, à implantação de mecanismos de
avaliação e de monitoramento de resultados.
O voluntariado é importante para as empresas, pois provoca nos colaboradores o orgulho de pertencer, e também para as pessoas que exercem a atividade, pois possibilita o desenvolvimento de competências importantes para os profissionais, entre elas liderar, trabalhar em equipe, lidar com a diversidade, com recursos escassos e tomar decisões. E finalmente, o principal benefício da atividade voluntária, de acordo com especialistas em desenvolvimento de pessoas e direitos humanos, é o despertar da consciência para valores essenciais à evolução da sociedade. Autor(es): Valéria Riccomini Correio Braziliense – 14/01/2013

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2013/1/14/voluntariado-

empresas-e-cidadania

Notícia enviada pela Federação Nacional de Voluntariado em Saúde

Voluntariado na Fraterna, uma Caminhada

O trabalho como voluntária tem sido uma grande caminhada e também uma grande aprendizagem como ser humano. Desde Setembro que tenho dedicado parte do meu tempo, que gostaria que fosse mais mas a vida não me permite, a partilhar com as crianças o meu amor e o reiki. Tem sido uma experiencia fantástica pois à medida que o tempo vai passando os laços que se criam vão se reforçando, a intensidade de cada dádiva de reiki vai aumentando. É muito bom ouvirmos as crianças dizerem que gostam de sentir o reiki e que depois de receberem ficam mais calmas e que o corpo parece formigas porque sentem cócegas. Nesse espaço de tempo muitas sensações afloram e por vezes vem o choro, o sono profundo, a necessidade de falar e de “deitar cá para fora” o que nem sempre se consegue falar noutro momento.” Aqui sinto-me bem, calma , em paz” disse uma menina numa das muitas sessões de reiki. Já muitas crianças me pediram para receber reiki e algumas vezes ouvi-as dizer “ Ela vai e eu não vou porque?”. A curiosidade é grande e é comum partilharem entre eles as inúmeras sensações que sentem ao longo das sessões. E é também normal, como foi num destes dias chegarem ao pé de mim e dizerem-me: “eu gostava de fazer reiki, posso?” Só numa sexta-feira foram 4 crianças a fazerem o pedido. Como é bom sentir que o reiki está fluir e que as crianças ficam cada vez mais entusiasmadas para receberem luz. Agradeço também a elas a luz, os sorrisos e os abraços que me dão sempre que lhes faço uma sessão de reiki. Um obrigado iluminado.

Testemunho da voluntária Claúdia Gomes

Cláudia Gomes é Voluntária da Associação Portuguesa de Reiki, tendo recebido formação de voluntariado pela coordenadora do núcleo de Guimarães – Sílvia Oliveira.
O voluntariado é realizado na Fraterna, em Gondar, Guimarães.

Este artigo foi também publicado no Reiki em Portugal a 31 de Janeiro de 2012

Reiki no lar, um projecto positivo

Testemunhos de Voluntariado Reiki

Enquanto as pessoas pensavam que só nos hospitais, centros de saúde, clínicas é que havia utilidade de fazer reiki, as pessoas idosas ficavam esquecidas.

A ideia de oferecer  voluntariado de reiki num lar de 3ª idade foi ótima. Na minha opinião, estas pessoas que vivem nos lares são pessoas, muitas vezes, quase esquecidas pelas suas famílias respetivas. Bem sei que a vida turbulenta e stressante e a corrida quotidiana, a nível profissional, condiciona a permanência de uma pessoa idosa nas suas casas, no seio das suas famílias, dado que não há tempo para tratar delas. E  então, chega a solução: um lar de 3ª idade.

E estas pessoas estão ai colocadas, muitas vezes contra a sua vontade, estão desenraizadas, e vêem-se postas de parte, ‘’arrumadas’’ num lar. Mas mesmo muito doentes, elas continuam a pensar e o desespero apodera-se delas.

Por isto, o reiki, dado voluntariamente por terapeutas que sabem o que fazem, traz aos idosos que o recebem paz, relaxamento, e sentem que há quem se preocupa com eles, para além do pessoal do lar.

Para mim, é uma bênção ir, todas as semanas, oferecer duas horas do meu tempo a duas pessoas muito queridas: uma delas, com os seus 91 anos, não fala mas recebe tão bem reiki! A outra, no fundo, para além de reiki, precisa tanto de amor, de falar, de contar coisas da sua vida quando ainda estava ativa que, antes de receber reiki, tinha ideias que não vou expor aqui.

E sei que ela espera com muita ansiedade o seu dia de ‘’relaxamento’’.

Pelo que sei, pelo que vejo, pelo que me é relatado, a totalidade das pessoas que recebem reiki no lar onde faço voluntariado esperem com muita ansiedade e alegria o que elas chamam o seu dia de relaxamento.

Isto é um sinal de que este projeto é muito positivo, e que deveria ser alargado a outros lares.”

Ana Maria Grund Dias,

sócia APR 00809-PT da Associação Portuguesa de Reiki

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O Manuel Soares é Voluntário da Associação Portuguesa de Reiki, tendo recebido formação de voluntariado pela coordenadora do núcleo do Porto – Sónia Gomes.
O voluntariado é realizado no Lar Doce d’ Encanto.

Dia Internacional dos Voluntários 2012 – Mensagem da Confederação Portuguesa do Voluntariado

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A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) quer assinalar o Dia Internacional dos Voluntários, celebrado, por decisão das Nações Unidas, a 5 de dezembro, realçando o importante papel que milhares de homens e de mulheres desempenham, no nosso país, na promoção de causas cruciais para a valorização dos seres humanos em todas as suas dimensões, para a proteção da natureza e para a
defesa do nosso património cultural e artístico, com uma generosidade alicerçada na gratuitidade.
O voluntariado é um dos recursos mais significativos da sociedade portuguesa para a prática da solidariedade e como facilitador de resiliências. A prová-lo está o contributo que está a ser dado pelos voluntários e voluntárias, através das instituições onde realizam a sua ação, para a superação de tantas dificuldades por que estão a passar inúmeras famílias como consequência da grave crise
económica e financeira que atinge dramaticamente o nosso país.
Se a crise tem exigido maiores esforços ao voluntariado no que respeita à dádiva do tempo, à procura de meios, ao reforço da criatividade na descoberta de soluções, ela também se apresenta como uma
oportunidade para, em primeiro lugar, se rasgarem novos caminhos na direção de uma maior unidade em torno de objetivos fundamentais para a superação das grandes dificuldades que atravessamos,
porque sem o contributo de todos – não só do voluntariado social, mas de todos os outros – será impossível consegui-lo em definitivo. A crise convida-nos, por isso, a aprofundar, na prática e na teoria, o papel do voluntariado, não tanto como um setor complementar de outros, mas sobretudo como dinamismo que pode existir em todos os outros e em todos os cidadãos e cidadãs que se sentem
corresponsáveis pelo bem comum.
É evidente que as organizações de voluntariado têm uma missão incontornável na motivação, capacitação e envolvimento dos seus colaboradores e colaboradoras para o exercício ativo da cidadania. Neste tempo, todas são convidadas – sobretudo as que trabalham mais diretamente com os problemas sociais – a tornarem mais qualificado o exercício da sua atividade, conjugando a ação assistencial com a promocional e o desenvolvimento sócio local; a fazerem o registo e a recolha estatística dos dados relativos aos casos atendidos e acompanhados para que se possa ter uma noção mais objetiva da realidade; a refletirem em comum acerca dos que se apresentem sem solução e intervenham, junto dos centros de decisão política, ou outros, a fim de que as soluções se tornem possíveis. Agindo agir deste modo, o voluntariado daria uma colaboração decisiva para minorar ainda mais tanto sofrimento que grassa escondido pelo nosso país.

No ano passado, em toda a Europa, especialmente, em Portugal, foram muitas as atividades que visaram promover o voluntariado em ordem ao exercício de uma cidadania mais ativa. Este ano, seguindo o mesmo objetivo de manter os cidadãos e cidadãs participativos na sociedade, valorizou-se a missão dos mais velhos numa interação solidária com os mais novos. O próximo será o Ano Europeu dos Cidadãos, como o culminar dos dois anteriores. A CPV deseja que seja mais uma oportunidade para todos os portugueses e portuguesas tomarem consciência de que o futuro de Portugal não se constrói sem o contributo de todos e se é fundamental assumir as responsabilidades no âmbito da família, da vida laboral e dos encargos para com o Estado, a vivência da plena cidadania tem a sua
expressão na dádiva gratuita de cada um de nós ao serviço dos outros e da sociedade de geral, através de organizações que darão as condições favoráveis para o exercício capaz de tão nobre missão.
A CPV felicita os voluntários e voluntárias de Portugal pela sua capacidade de se “darem sem medida” e nada exigirem em troca, desejando que o seu trabalho seja ainda mais reconhecido pelos seus
concidadãos e pelo Governo português. Às organizações confederadas agradece toda a cooperação dispensada, na certeza de que continuaremos a unir esforços pela valorização e expansão do
voluntariado, na certeza de que temos uma palavra a dizer na transformação civilizacional que o mundo reclama para ser mais humano.

Pela Confederação Portuguesa do Voluntariado
O Presidente
Eugénio José da Cruz Fonseca

cpv

Sobre a Confederação
A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) foi constituída a 19 de janeiro de 2007. Tem como finalidade representar os voluntários de Portugal e as respetivas organizações, quaisquer que sejam os seus domínios de atividade e contribuir para a defesa dos respetivos direitos e interesses.
Objetivos específicos da CPV:
Representar os voluntários de Portugal | Preservar e atualizar a identidade do Voluntariado | Cooperar com as organizações federadas, atuar na cooperação entre as organizações de voluntariado e entre estas e outras entidades | Intensificar o papel do voluntariado na sociedade portuguesa.
A CPV congrega atualmente 21 organizações de voluntaria do e promotoras de voluntariado - associações singulares, federações e confederações – com variados objetos de atuação, de âmbito nacional.
A CPV tem âmbito nacional e está sedeada em Lisboa.

De coração para coração

Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exageres ou excluas.
Sê todas as coisas.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha.
Porque alta vive.

Ricardo Reis/Fernando Pessoa

Testemunhos de Voluntariado Reiki

A melhor e maior transformação que me aconteceu na vida, teve inicio com a minha caminhada Reikiana. Iniciei o voluntariado com Reiki em Junho de 2012, na instituição Ajuda de Mãe, em Oeiras. A Ajuda de Mãe acolhe mães jovens (e seus filhos) em dificuldades, no sentido de apoiar a sua (re)integração social e/ou profissional com vista à sua autonomia.

A necessidade de fazer voluntariado nasceu da vontade desmedida de querer aprender mais e de levar aos outros os efeitos mágicos que o Reiki já me tinha revelado. Esta experiência rapidamente me mostrou que o maior beneficiário do voluntariado é o próprio voluntário, cujos ganhos são para toda a vida, pois há sempre experiências, momentos, gestos, sorrisos, lágrimas, que a nossa memória jamais apagará. É um sentimento de redescoberta de si no outro. É o dar sem esperar receber, para no final nos apercebermos que recebemos muito mais do que julgaríamos possível. É aprender a dar valor ao que realmente tem valor, às pessoas, aos seus pensamentos e sentimentos. É resgatar o nosso equilíbrio enquanto Pessoa, atribuindo a devida importância e lugar a tudo o que faz parte deste mundo, coisa que mesmo presente no nosso consciente nem sempre materializamos no dia-a-dia.

O voluntariado dá-nos a oportunidade de despertar tudo isto de uma forma mágica, pois o principal beneficiário é sempre o próprio voluntário. O crescimento e enriquecimento humanos adquiridos já ninguém nos tira e ganhamos o desafio de estender o “voluntariado” para lá dos muros das organizações onde o praticamos. Todos nós podemos ser “voluntários” em tudo o que fazemos e somos. Voluntários com os nossos familiares, amigos, vizinhos, conhecidos e desconhecidos, com os animais e a natureza. É esta solidariedade global que o planeta anseia.

Encaro o voluntariado como um serviço muito sério que requer uma preparação muito honesta do voluntário, que incide essencialmente num forte sentimento interno de doar, passa também, por um estado de grande receptividade e respeito para com o outro.

Não basta a boa vontade, o amor, a terapia, a filosofia. É preciso mais. Saber dar, saber estar com e para o doente. (in Reiki – Cuidados na Pessoa com doença Oncológica –APR)

Igualmente importante é a capacidade de dar sem expectar receber. Como o próprio nome indica, “voluntariado” é naturalmente não remunerado; mas receber não é só financeiramente, como já vimos, e é muito importante que o voluntário não tenha qualquer expectativa de receber algo em troca: um agradecimento, um sorriso, o reconhecimento do tratamento (mesmo que inconscientemente), mas mais importante que tudo isto (já que sorrisos e agradecimentos não faltam), é fundamental que o praticante não tenha a expectativa do resultado do tratamento. Este vazio de nada expectar, de dar sem nada intencionar é-nos retribuído com um profundo amor e sentimento de leveza interior. Identifico o sentimento na sua intensidade, e não permanência, àquilo a que os Budistas chamam de soukha “estado de plenitude duradoura que se manifesta quando nos libertamos da cegueira mental e das emoções conflituosas. É também a sabedoria que permite perceber o mundo tal como ele é, sem véus nem deformações. É, por fim, a alegria de caminhar para a liberdade interior e a bondade afectuosa que irradia para os outros”.

Deste trabalho de voluntariado guardo memórias maravilhosas…

A receptividade das crianças foi o que mais me surpreendeu. Tinha a ideia que seria muito difícil manter crianças de 4-5 anos sossegadas a receber Reiki, mas fui agradavelmente surpreendida com os seus comportamentos. Muitas vezes esperavam por nós à porta de seus quartos a espreitar pela porta e quando nos viam, vinham a correr “1º sou eu!” Sou eu!”. Absolutamente delicioso. Também guardo com muito carinho um episódio de um desses meninos vir ter comigo a chorar porque a sua mãe o tinha colocado de castigo e não o deixava receber Reiki. A tristeza dele revelou a verdadeira felicidade das restantes vezes.

Consigo sentir e ver todos os abraços e sorrisos trocados com todos eles, mães e filhos.

Sou profundamente grata a todos os que possibilitaram e facilitaram esta minha experiência e crescimento, nomeadamente, ao Presidente da Associação Portuguesa de Reiki, Mestre João Magalhães, Vice-Presidente e Coordenador do Voluntariado Mestre Valter Jacinto, à Directora da Ajuda de Mãe, Dra. Filipa Fernandes e monitoras, aos responsáveis do voluntariado existir, mães e filhos que me confiaram a sua saúde e os seus filhos.

A todos Vós, o meu sincero agradecimento.

Só por hoje, sou Grata,

Diana Feliz

Diana Feliz é Voluntária da Associação Portuguesa de Reiki, tendo recebido formação de voluntariado por Valter Jacinto.
O voluntariado foi realizado na Ajuda de Mãe e na Casa Coração.

Diana Feliz

Dia do Voluntário, uma celebração com praticantes de Reiki


A Associação Portuguesa de Reiki, saúda todos os seus voluntários, pela sua dedicação, generosidade e saber, nesta comemoração do Dia Internacional do Voluntário – 5 de Dezembro.

Desde 2008, com a nossa fundação que trabalhamos na doação da terapia Reiki através do Voluntariado, tendo chegado oficialmente às instituições em 2013. Por estas já passaram dezenas de terapeutas e Mestres que sentiram o apelo do serviço ao outro, dedicando um pouco do seu tempo, saber e coração. Se hoje em dia o Reiki se encontra cada vez mais reconhecido deve-se muito a este serviço. Através do voluntariado chegamos a todas as camadas da Sociedade, alcançamos seniores, pessoas com deficiência, pessoas com doenças oncológicas, hospitais, prisões e instituições de solidariedade.

Através de um trabalho sério, seguindo sempre o código deontológico, a nobreza da alma, respeitando a pessoa e a instituição, o voluntário terapeuta de Reiki leva as suas mãos ao equilíbrio e bem-estar do seu próximo, não olhando a quem, nada pedindo em troca. Honra assim, os cinco princípios que fazem parte da nossa filosofia de vida e que, no fundo, são valores presentes na sociedade.

Como diz Teresa Mendes, nossa voluntária “Ser voluntária de Reiki, é acima de tudo, doar-me, é fazer vir ao de cima o que de melhor há em mim, é amar o meu semelhante, sem julgamentos. É colocar-me ao serviço de um bem maior, que é a Energia Universal. Ser um instrumento dessa energia que é puro amor, para melhorar a vida de quem o recebe.” É esse acto de doar sem olhar a quem, que depois se reflete no coração do voluntário ” Quando entro no lar e vejo os olhinhos dos meus queridos velhinhos a brilhar, fico tão feliz que não tenho palavras para dizer o que sinto. É muito bom poder fazer alguém feliz! Ser voluntário é fazer algo do coração, sem pensar em receber nada em troca, mas também se aprende muito com eles. O carinho e o respeito com que nos tratam preenche-nos o coração.”, quem nos diz é Fernanda Mendes.

Este sentido de estar e crescer com os outros, eleva o nosso Ser, mostra-nos como em tão pouco tempo e partilhando um pouco do que sabemos, podemos fazer tanta diferença, uma diferença que nos faz crescer, tudo é uma troca e quem nos diz é Rosa Fernandes “O serviço de voluntariado, para mim, tem como único objectivo dar um pouco de nós, do nosso carinho e amor, da nossa disponibilidade e ajuda, de forma a tornar o dia-a-dia dos mais carenciados, mais agradável e encantador. Retirar um pouco o cinzento da vida e inundar com um lindo arco-íris que irá preencher os nossos dias. E quando digo “nossos”, refiro-me aos que recebem a nossa solidariedade e a nós próprios. Como voluntária aprendi que tudo não passa de uma troca. Isso mesmo!!!! É encantador para nós também: aprendemos tanto e recebemos tanto carinho e amor daquelas pessoas.”

Sem dúvida que o voluntariado funciona bem e de forma construtiva, quando todos estão inteirados do seu objectivo – instituições promotoras, voluntários e utentes, Carla Lopes conta-nos que “O Lar onde vou, uma vez por semana, acolheu-me com verdadeira entrega, mesmo antes de nos conhecermos, pela confiança que demonstram na Associação Portuguesa de Reiki. Ora este ponto de partida cria uma segurança mútua entre os participantes do projeto (Reikianos e quem acolhe o projeto) e, ao mesmo tempo, a responsabilidade acrescida de quem dá sem reservas ou expectativas.”

Encerramos com a reflexão de Cátia Duque a nossa coordenadora de Santa Maria da Feira “Porque fazer voluntariado é apostar na qualidade do mesmo, na durabilidade e frequência do mesmo, na entrega e na dedicação, não no número final de projetos, isso é ego, não coração. Acima de tudo, sinto que fazemos parte de um mundo em que é preciso apostar, valorizar quem temos e o que podemos fazer para ajudar o outro. Para mim, fazer voluntariado em reiki é uma dádiva do Universo, porque me coloca ao serviço do mesmo, onde tenho a consciência de ter o coração preenchido com amor. Crescemos juntos, terapeutas e utentes, construímos algo juntos, rimos, abraçamo-nos e preocupamo-nos com o bem-estar uns dos outros. Ser voluntário é saber amar o próximo como a si mesmo, e eu aprendo essa lição de vida todos os dias. Sou muito grata por isso. Sem dúvida que este trabalho, que mesmo a oportunidade de doação, não seria possível sem o precioso contributo dos nossos Coordenadores, todos eles voluntários, todos eles com o coração no lugar certo, envolvendo-se nas questões das suas comunidades e apoiando ao desenvolvimento de uma melhor sociedade.”

Muito obrigado a todos pelo crescimento mútuo, por fazerem as comunidades mais fortes e resilientes, mais unidas.

A todos, Voluntários e instituições que nos acolhem, um grande bem-hajam!

 

Desde 1985 que esta data é celebrada, após ter sido instituída pela Organização das Nações Unidas. O objetivo da ONU é fazer com que, ao redor do mundo, sejam promovidas ações de voluntariado em todas as esferas da sociedade.

  • Contribuir para a criação de novos paradigmas de organização social e económica que não permitam a existência de crises como a actual e valorizem mais a pessoa como destinatário do desenvolvimento.
  • Despertar as consciências para uma maior e mais cuidada atenção aos outros, designadamente, aos concidadãos que vivem em situação de maior empobrecimento;

Dia Internacional do Voluntário – 5 de Dezembro

Podem ler mais testemunhos de Voluntários em Reiki aqui…

Ser voluntária é doar-me

Testemunhos de Voluntariado Reiki

Ser voluntária de Reiki, é acima de tudo, doar-me, é fazer vir ao de cima o que de melhor há em mim, é amar o meu semelhante, sem julgamentos. É colocar-me ao serviço de um bem maior, que é a Energia Universal. Ser um instrumento dessa energia que é puro amor, para melhorar a vida de quem o recebe.

Quando se é voluntário, significa que nos estamos a doar, sem esperar receber qualquer recompensa. Mas, na verdade, recebe-se sempre em dobro o que damos. O sentimento de coração cheio, de missão cumprida, de e união com o universo é uma recompensa de valor incalculável.

Acontece-me muitas vezes, até depois da 1ª sessão, sentirem necessidade de me dar um abraço, que considero ser de gratidão pelo bem estar que sentiram durante a sessão.

Mas, há pouco tempo tive um experiencia na QE, que me tocou profundamente. Fiz uma sessão a uma rapariga e no final da mesma ela olhava-me com um olhar muito intenso, até inquietante, e perguntei se se sentia bem ao que ela me respondeu que durante o tratamento “esteve”  com a mae, que soube depois já não se encontra no nosso mundo, e que se tinham abraçado. Ao terminar de dizer isto, atirou-se ao meu pescoço, num abraço que parecia não ter fim, e só repetia “obrigada, obrigada”.

Senti que seja lá o que fôr que se tenha passado com ela durante a sessão, contribuiu para receber o amor que tanto estava necessitada.

Foi o resultado desse amor que lhe vi no olhar antes de me abraçar. E senti-me incluida, retribuida nesse circulo de amor.

E não é de amor que se trata quando falamos de Reiki?

Teresa Mendes

Teresa Mendes é Voluntária da Associação Portuguesa de Reiki, tendo recebido formação de voluntariado por Valter Jacinto.
O voluntariado foi realizado na Casa Coração e na QE – Quinta Essência.